terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Inglaterra

Se a Inglaterra não conquistar o título da Copa do Mundo de 2010, seus torcedores certamente se perguntarão se algum dia o país que inventou o futebol voltará a reinar no mundo da bola. Isso porque a geração inglesa atual é tida como a melhor desde 1966, ano em que os súditos da rainha sediaram e venceram uma Copa do Mundo pela primeira e única vez em sua história. Os ingleses sempre foram e continuam apaixonados pelo futebol. A prova disso é a super organizada Premiere League, o campeonato inglês, que é tido por muitos como a melhor competição nacional do mundo.

Na Inglaterra, os estádios são cheios, a organização é impecável e alguns clubes figuram entre os melhores do mundo. Nas últimas três edições da UEFA Champions League, três clubes ingleses chegaram às semifinais. Na última edição do torneio, o Manchester United, campeão europeu e mundial em 2008, foi derrotado pelo Barcelona, de Messi. Mas ao contrário da Espanha, que sempre teve uma liga forte e só agora obtém sucesso com sua seleção nacional, a Inglaterra sempre teve grandes jogadores e até conseguiu formar bons times, como o de 1990, semifinalista na Copa da Itália.

Jogadores como Paul Gascoine, Alan Shearer e Teddy Sheringham deixaram saudades pelo grande talento que apresentaram enquanto profissionais, mas o time atual possui atletas capazes de levar a Inglaterra a um posto que não é alcançado a 44 anos, o posto de melhor seleção do mundo. O time atual conta com meias espetaculares como Frank Lampard e Steven Gerrard (foto). Outro ponto forte são os zagueiros Rio Ferdinand e John Terry. Em comum esses quatro jogadores tem além do talento, o fato de serem experientes e possivelmente disputarem o seu último mundial em 2010.

O english team conta ainda com os jovens Walcott e Rooney. Wayne Rooney tem apenas 24 anos, mas já conquistou diversos títulos com o Manchester United. Os laterais Glen Johnson e Asley Cole não comprometem o sistema defensivo e ainda ajudam no ataque. O ponto fraco do time comandado pelo italiano Fábio Cabello está nos extremos do campo. No gol, o atual titular é David James, de 39 anos. Na posição de centroavante, Capello não ficou satisfeito com nenhuma aposta feita por ele e buscou Emile Heskey, de 31 anos, que disputou o mundial de 2002, mas não foi à Copa de 2006.

Nas Eliminatórias para a Copa de 2010, a Inglaterra não teve trabalho para se classificar no grupo 6, que também tinha Ucrânia, Croácia, Bielorrússia, Cazaquistão e Andorra. Os ingleses se classificaram com nove vitórias e uma derrota. Depois de fracassar e ficar de fora da Eurocopa de 2008, a Federação Inglesa contratou Fábio Capello, que deu um padrão de jogo à equipe. Em 2010, a torcida do english team não pode se contentar em ficar apenas entre as oito melhores seleções do mundo, fato que aconteceu nas últimas duas Copas, pois o time tem potencial para ser campeão.

Um novo fracasso seria dificilmente digerido na Inglaterra, tendo em vista o talento da geração atual. Se não fizerem boas partidas na África do Sul, os ingleses já podem pensar em inventar outro esporte, para quem sabe alcançarem o topo.



Em 1966, a Inglaterra conquistou o seu único título mundial.



segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Espanha

Cabeça de chave nas últimas três edições da Copa do Mundo, a Espanha sempre decepcionou o mundo da bola quando o assunto é mundial. A exceção talvez tenha sido em 2002, quando foi eliminada pela Coreia do Sul nas quartas-de-final após dois erros absurdos da arbitragem, que invalidou dois gols da fúria. Mas a tradição de revelar bons jogadores para o futebol mundial se equivale a tradição de decepcionar seus torcedores de quatro em quatro anos. Para tentar romper esta escrita, o país que tem como melhor posição em Copas do Mundo em quarto lugar em 1950, conta com a melhor geração de sua história.

O título europeu de 2008 mostrou a capacidade da seleção que hoje é comandada por Vicente del Bosque. A Espanha não tomou conhecimento de seus adversários e só foi ameaçada nas quartas-de-final, quando derrotou a Itália nos pênaltis. Jogando o futebol mais bonito do mundo, os espanhóis transformaram o talento que sempre tiveram em eficiência. Jogadores como Xavi (Barcelona), Iniesta (Barcelona), David Villa (Valência) e Fernando Torres (Liverpool) são capazes de derrotar qualquer seleção mundial. O time é tão bom, que Fabregas, um dos grandes meias do futebol mundial, é reserva na fúria.

Mais do que nunca a pressão por uma boa Copa do Mundo vai ser muito grande em cima dos espanhóis. Tropeçar no próprio salto pode ser um perigo para a equipe, mas nesse sentido, a Copa das Confederações foi muito útil. Depois de atropelar as fracas seleções da África do Sul, Nova Zelândia e Iraque, a Espanha perdeu de 2 a 0 para os Estados Unidos na semifinal, configurando um dos maiores vexames de 2009. Mas o tropeço pode ser benéfico, já que o time tomou o susto que precisava antes da Copa e provavelmente não vai menosprezar nenhum adversário.

O contrário aconteceu com a seleção brasileira na última Copa. Depois de vencer tudo entre 2002 e 2005 (inclusive a Copa das Confederações), o Brasil caiu nas quartas-de-final. Alguns jogadores não acordaram nem a ponto de ver o show de Zidane. A Espanha parece precavida em relação a isso, mas enquanto o título não vier, a pressão será muito grande. Uma ajuda pode vir no sorteio dos grupos, que acontece no dia 4 de dezembro. Nas últimas duas Copas do Mundo, os espanhóis pegaram adversários muito fracos na primeira fase. Nenhuma seleção pôde exigir muito do time, que só "estreou" na segunda fase. Claro que cair em um grupo da morte não é o que ninguém quer, mas é bom enfrentar times minimamente razoáveis na fase de grupos.

O entrosamento entre os jogadores é talvez a grande qualidade da Espanha. Sabemos que não basta ter apenas talento, mas sim formar um time. E nesse aspecto, o time espanhol parece que atua junto toda semana em algum campeonato nacional. As jogadas saem naturalmente e o toque de bola rápido e preciso envolve o adversário. A defesa não é ruim. No gol, Casillas vai para sua terceira Copa do Mundo. Na zaga, o experiente Puyol tem a companhia do jovem Piquet, que é bom nas bolas aéreas. Na lateral-direita, o zagueiro de origem Sérgio Ramos se adaptou bem. E na cabeça-de-área, o brasileiro naturalizado Marcos Senna encaixou como uma luva. A lateral-esquerda, que hoje é ocupada por Capdevila é o ponto fraco.

A Espanha fez uma campanha irretocável nas Eliminatórias, vencendo suas dez partidas. Recentemente, a seleção recuperou o primeiro lugar no ranking da FIFA, que pertencia ao Brasil. Os espanhóis precisam ter equilíbrio caso estejam atrás no placar, o que não aconteceu nas semifinais da Copa das Confederações contra os Estados Unidos. Caso mantenham a cabeça no lugar, a Espanha tem grandes chances de conquistar o título mundial.



Jogadores da Espanha comemorando o título europeu em 2008.


sábado, 28 de novembro de 2009

Portugal


Portugal estará na Copa pela quinta vez em sua história. Os portugueses nossos “patrícios” só obtiveram sucesso em mundiais quando tiveram a presença de brasileiros no comando. Foi assim na primeira participação lusitana em Copas do Mundo na Inglaterra – 1966, quando o brasileiro Otto Glória era o comandante da seleção de Portugal e apresentou ao mundo o “Pantera Negra”, apelido do moçambicano e português Eusébio. Na terra da rainha Portugal ficou com a terceira colocação, melhor dos portugueses na história.

Quarenta anos depois, na Copa da Alemanha, a seleção portuguesa dirigida por outro brasileiro, Luiz Felipe Scolari, conseguiu mais uma boa campanha chegando ao quarto lugar. Na campanha de Scolari em 2006, os portugueses conseguiram importantes vitórias contra Inglaterra e Holanda.

As outras duas participações de Portugal foram em 1986 no México e em 2002 na Coreia e Japão.

E quase que a seleção do atual melhor jogador do mundo fica de fora da Copa na África do Sul. Os portugueses precisaram disputar a repescagem contra a boa seleção da Bósnia e Herzegovina.

Na fase de grupos Portugal ficou na segunda posição do grupo que contava com Dinamarca (1º lugar), Suécia, Hungria, Albânia e Malta. Os portugueses somaram 19 pontos, sendo 5 vitórias, 4 empates e uma derrota. O ataque anotou 17 gols e a defesa sofreu 5. Na repescagem duas vitórias por 1 – 0 sobre a Bósnia e o passaporte carimbado.


Torcida lusa comemora classificação


A seleção portuguesa é treinada por Carlos Queiroz, e conta com bons jogadores, entre eles o melhor do mundo na atualidade, o atacante do Real Madri (ESP) e um dos postulantes de imediato a craque da Copa.

No gol o nome para ser titular é o de Eduardo do Braga (POR), que tem como reserva o ótimo Hilário do Chelsea (ING). Na linha defensiva os nomes são o do brasileiro naturalizado português Pepe, e Ricardo Carvalho. No meio campo além de C.Ronaldo, ainda tem bons jogadores como Deco, Nani e Tiago.
O ataque conta com Simão, Hugo Almeida e mais um brasileiro naturalizado português, Liédson.


Ex-Corinthians, Liédson tem chance de ir à Copa por Portugal

Palpite: Os portugueses têm chance de fazer bonito na Copa, chegando entre as 8 melhores do mundo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Uruguai

Assim que entrar em campo em solos africanos no ano que vem, a seleção do Uruguai já terá que quebrar um longo tabu: a celeste olímpica vai completar 20 anos sem vencer uma partida de Copa do Mundo. A última vitória do país em mundiais foi no dia 21 de junho de 1990, quando derrotou a Coreia do Sul por 1 a 0 no último jogo da primeira fase. Mas depois disso foram apenas quatro jogos em Copas, um no próprio ano de 1990, quando foi eliminado nas oitavas-de-final, e outros três em 2002, quando foi eliminado na primeira fase.

Portanto, além de vencer um jogo de Copa do Mundo, a seleção uruguaia busca a partir de 2010 ser figurinha constante em mundiais. A última participação convincente dos sul-americanos foi em 1970, no México, quando terminaram na quarta colocação. Mas mesmo sem convencer há décadas, a celeste olímpica, com toda sua mística, tradição e história, merece o respeito de seus adversários. O Uruguai ainda é capaz de vencer jogos na base de sua típica catimba, provocação e dos tumultos provocados propositalmente quando a situação parece não caminhar de forma favorável aos uruguaios.

O melhor e mais recente exemplo aconteceu na repescagem para o mundial contra a Costa Rica. Depois de vencer o primeiro jogo fora de casa por 1 a 0, o Uruguai abriu o placar no estádio centenário com Abreu, já no segundo tempo. Pouco tempo depois, os costarriquenhos empataram com Centeno. Então, um grupo de jornalistas do país provocou integrantes do banco de reservas adversário e um tumulto se iniciou. Baixada a poeira, o Uruguai controlou o jogo e se classificou, mesmo após Saborio perder mais uma boa chance para a Costa Rica.

Na África do Sul, devido a grande organização do evento, jornalistas uruguaios não poderão novamente interferir. Mas quem disse que a turma comandada por Diego Lugano precisa disto? Eles são capazes de infernizar os adversários no aspecto psicológico se a dificuldade da partida exigir. Porém, catimba não ganha Copa do Mundo e pode nem ser suficiente para uma classificação à segunda fase. O Uruguai conta com uma boa geração de jogadores o que já não se via há alguns anos. Mas grandes atacantes como Diego Forlan e o jovem Luís Suárez ainda não conseguiram um bom entrosamento, embora sejam jogadores de talento indiscutível.

O técnico Oscar Tabárez pode levar seus comandados às oitavas-de-final em 2010. Talvez falar em sorte no sorteio dos grupos para a Copa não seja o ideal, já que o Uruguai costuma tropeçar em ocasiões improváveis. Para enfrentá-lo, é preciso aproveitar os momentos de afobação que esta seleção passa durante a maioria das partidas, bem como arriscar chutes de longa distância, já que todos os goleiros testados recentemente não passaram confiança. Mas o país que desrespeitar os uruguaios vai se dar mal. Afinal de contas, não é qualquer seleção que já conquistou duas Copas do Mundo, duas Olimpíadas, 14 Copas América, um Mundialito, uma edição dos Jogos Pan-Americanos... conquistas que não acabam mais.



A celeste uruguaia é a maior craque do time. Esta camisa ganha jogo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Grécia


A Grécia vive ainda hoje da conquista da Eurocopa 2004, isso é um fato. E a mesma Grécia decepcionou muito ao não conseguir se classificar para a Copa do Mundo da Alemanha em 2006. Ainda mais por que a história grega em Copas do Mundo não é lá das mais agradáveis. Os gregos disputaram apenas o Mundial de 1994 e foram eliminados na primeira fase com três derrotas, 10 gols sofridos e nenhum gol marcado. Um deles foi um gol especial, pois foi o último gol de Maradona pela seleção argentina, na ocasião a Grécia tomou de 4 a 0, os outros três gols foram marcados por Gabriel Batistuta.

Mas a seleção grega quer tirar essa impressão de ser a equipe da Euro-04 e também conseguir algo mais na Copa do Mundo da África do Sul. Para ter essa chance a Grécia teve dificuldades para se classificar tendo que enfrentar a repescagem europeia. Na fase de grupos os gregos ficaram em segundo lugar, atrás da Suíça, em um grupo fraco que contava com Moldova, Luxemburgo, Israel e Letônia. Foram 20 pontos ganhos com 6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Foram marcados 20 gols e sofridos 10. Na repescagem os gregos venceram a Ucrânia (1-0) jogando fora de casa depois de ter empatado sem gols em terras gregas.


Gregos comemoram vitória em Donetsk (UCR)

A seleção aparece em uma surpreendente 12ª colocação no ranking FIFA desse mês, o que já credencia a pelo menos se ter cuidado com os gregos lá na África do Sul.

O time treinado pelo alemão Otto Rehhagel, tem uma boa estrutura defensiva mas já não conta mais com o bom e experiente goleiro Nikopolidis destaque da Euro-04. O seu sucessor é Michalis Sifakis que joga no futebol do país. Na linha defensiva, alguns jogadores se destacam como Torossidis do Olympiacos (GRE), Seitaridis do Panathinaikos (GRE), e Kyrgiakos do Liverpool (ING) além do experiente Dellas do Anorthosis Famagusta.

Do meio para frente a seleção conta com jogadores experientes mesclados com alguns jovens talentos. Dos meias A.Papadopoulos de 25 anos e que joga no Olympiacos (GRE), e Pliatsikas do Schalke 04 (ALE) o último terá 22 anos na Copa do Mundo. E meio-campistas experientes até mesmo na seleção como são os casos de Katsouranis e Karagounis ambos do Panathinaikos (GRE) e Basinas esse do Portsmouth (ING).

No ataque o grande nome é o de Theofanis Gekas jogador do Bayer Leverkusen (ALE), o autor do gol da classificação Salgipidis (foto) do Panathinaikos (GRE), outro bom nome é o de Samaras jogador do Celtic (ESC). E Rehhagel ainda poderá contar com a experiência de Charisteas ou a juventude de Mitroglou.




Palpite: Tudo pode acontecer com a surpreendente Grécia, eu apostaria em uma vaga nas oitavas-de-final.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Eslovênia


A única participação da Eslovênia em Copas do Mundo foi do tamanho da expressão do futebol no país. Na Coreia e no Japão em 2002 os eslovenos debutaram com três derrotas em três jogos disputados, sem nenhum aproveitamento e apenas dois gols marcados. Na estreia derrota para os espanhóis por 3 x 1 e Cimirotic marcava o primeiro gol dos eslovenos em Copas. No segundo jogo, derrota por 1 x0 para os sul-africanos e no último jogo, nova derrota agora para os paraguaios também por 3 x 1.

Se nas Eliminatórias para a Copa da Alemanha os eslovenos acabaram não conseguindo passar nas eliminatórias, muito pelo fato de estarem no grupo da campeã Itália, para a África do Sul a história já foi diferente. O grupo era um pouco mais tranquilo, mesmo assim foi preciso a repescagem. Na fase de grupo os eslovenos ficaram em 2º lugar, atrás dos eslovacos, num grupo que ainda tinha República Tcheca, Irlanda do Norte, Polônia e San Marino. A campanha somou 20 pontos, sendo 6 vitórias, 2 empates e outras 2 derrotas, 18 gols pró e apenas 4 gols sofridos (2ª melhor defesa das eliminatórias UEFA, somente atrás da Holanda que tomou apenas 2).
Foi necessária então a repescagem e logo no sorteio azar para os eslovenos. O adversário era logo a Rússia, pedreira. Os russos que se destacaram na EURO-08 chegando às semifinais e mostrando jogadores como o ótimo Arshavin eram os favoritos para chegar à primeira Copa em território africano.

No primeiro jogo, em Moscou, vitória dos russos por 2 a 1. Com o gol marcado aos 42 do segundo tempo os eslovenos levaram a esperança para casa. No jogo de volta deu a lógica se considerar a campanha dessa Eliminatória, vitória dos eslovenos por 1 a 0 (a Eslovênia saiu invicta em casa 4 vitórias e um empate), e a classificação para a Copa do Mundo veio através do gol qualificado.
A seleção de Matjaz Kek não poderá contar com Zahovic uma espécie de “Pelé do futebol esloveno” que se aposentou em 2006. Mas contará com alguns bons jogadores como o meia-atacante do Auxerre e o jovem da Inter de Milão, Rene Krhin além dos atacantes Novaković e Zlatko Dedic. Um outro destaque é a linha defensiva em geral que mostrou bastante solidez durante as Eliminatórias.



Palpite: O país que fazia parte da antiga Iugoslávia e que estará com 20 anos de independência o ano que vem, se conquistar o primeiro ponto em Copas do Mundo pode comemorar.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Argélia

Rivalidade, equilíbrio e violência. Para chegar à Copa do Mundo, a terceira de sua história, a Argélia teve que passar por cima de tudo isso. O adversário foi o Egito, maior campeão do continente africano e então favorito para conquistar a vaga. As duas seleções ficaram no Grupo C das Eliminatórias e de forma incrível empataram em todos os critérios de desempate. As duas seleções fizeram 13 pontos em uma chave que também contava com Zâmbia e Ruanda. Houve empate também no número de gols marcados e sofridos, o que forçou uma partida extra, realizada no Sudão.

Os egípcios chegaram empolgados para o jogo decisivo. Afinal, o país precisou vencer os argelinos por dois gols de diferença para forçar a realização de um novo embate. O segundo gol da vitória por 2 a 0 só saiu aos 50 minutos da etapa complementar, na última partida do Grupo C, realizada na capital egípcia, Cairo. O clima que antecedeu o jogo não foi nada amistoso. Jogadores da Argélia foram agredidos antes da partida e a FIFA decidiu que vai abrir uma investigação contra a Federação Egípcia para apurar se a entidade teve responsabilidade nas agressões. O Egito alega que sofreu com a mesma violência no Sudão, local da partida desempate.

Dentro de campo, o duelo era pra saber qual país iria representar o futebol árabe na Copa de 2010, já que as tradicionais Arabia Saudita e Tunísia não se classificaram. Tanto Egito como Argélia apresentam um futebol rápido e de bom toque de bola. Os argelinos foram eficientes e venceram com um belo gol de Antar Yahia, no primeiro tempo. O maior destaque do time foi o goleiro Faouzi Chaouchi, que fechou o gol, principalmente na etapa complementar. A Argélia já participou dos mundiais de 82 e 86, mas sem sucesso. O time tem condições até de se classificar para a fase final dependendo da chave em que cair.

Como não tem nada a perder, a seleção africana deve tentar se aproveitar do alto número de torcedores que terá na África do Sul para obter sucesso. É preciso respeitar as grandes potências, mas sem temer o adversário. Com a rapidez de seus ataques e contra-ataques, a Árgelia pode surpreender o mundo da bola.



Seleção da Argélia é recebida com festa na volta para casa.