quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Dinamarca

A Dinamarca não entra nas competições para brincar. Pelo menos é isso que o país nórdico já mostrou nos torneios em que participou. Para quem se lembra das participações dinamarquesas em mundiais é difícil acreditar que em 2010 os escandinavos vão disputar apenas a quarta Copa do Mundo em sua história. A primeira participação foi em 1986, no México, quando o time venceu todas as partidas na primeira fase e foi apelidada no Brasil de "Dinamáquina". Porém, nas quartas-de-final o time perder por 5 a 1 para a Espanha casa e foram eliminados.

A eliminação humilhante em 86 e a não classificação para a Copa de 90 fizeram o país ficar em segundo plano no cenário do futebol mundial. Mas em 1992, a melhor geração da história do futebol dinamarquês mostrou sua cara ao mundo da bola. Para o desespero da rival Suécia, que sediava a Eurocopa daquele ano, a Dinamarca se mostrou uma seleção muito eficiente, com jogadores de alta categoria, como o goleiro Piter Schmeichel. A equipe se classificou para a segunda fase com uma vitória, um empate e uma derrota (contra a Suécia). Como apenas oito seleções participavam da Euro, a segunda fase já era semifinal e a Dinamarca bateu a Holanda nos pênaltis.

Na grande decisão, 2 a 0 em cima da Alemanha, campeã da Copa do Mundo de 90. Os alemães eram os grandes favoritos, não só pelo título mundial dois anos antes, mas também por terem eliminado os suecos, donos da casa. Mas o título continental em 92 parece ter subido à cabeça dos dinamarqueses, que não se classificaram para a Copa de 94. Um ano depois, a Dinamarca conquistou a Copa das Confederações ao bater a Argentina na final com gols de Michael Laudrup e Rasmussem. Em 1998, o país disputou a sua segunda Copa do Mundo, caiu no grupo da anfitriã, França. Depois de se classificar em segundo lugar, os nórdicos bateram a Nigéria por 4 a 1 nas oitavas-de-final e foram eliminados pelo Brasil, nas quartas, depois de um jogo espetacular vencido pela seleção canarinho por 3 a 2, em dia de Rivaldo.

Em 2002, no mundial da Coreia e do Japão, a Dinamarca voltou a encontrar a França na primeira fase. Na última rodada, o país venceu os franceses por 2 a 0 e se classificaram em primeiro lugar. A França foi eliminada. Nas oitavas-de-final, a Inglaterra atropelou a Dinamarca por 3 a 0. Em todos os mundiais que participaram, os dinamarqueses foram pelo menos para as oitavas-de-final. Talvez por isso tenham participado apenas três vezes. A Dinamarca não gosta de fazer feio.

O time atual não tem jogadores tão espetaculares com Michael Laudrup e Schmeichel. Os destaques do atual time são Christian Poulsen, da Juventus, John-Dahl Tomasson, do Feyenoord e Nicklas Bendtner, do Arsenal. Mas a campanha nas Eliminatórias mostra a eficiência da equipe, que ficou no grupo da morte ao lado de Portugal e Suécia. A Dinamarca só perdeu um jogo, na última rodada, quando já estava classificada. É bom abrir o olho, pois o retrospecto diz que em 2010, uma das vagas na segunda fase já tem dono.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Suíça



A neutralidade suíça estará presente em mais um Mundial, esse será o 9º, sendo que o país nunca teve uma participação brilhante, o máximo atingido foram as quartas-de-final em 1934, 1938 e 1954 (ano em que o país foi sede do Mundial). A Suíça conhecida por sua neutralidade e pela precisão dos seus relógios abriga a sede da FIFA, órgão máximo do futebol. O país sediou também a Eurocopa 2008 juntamente com a Áustria, mas os suíços não passaram da primeira fase da competição.

Na última Copa do Mundo na Alemanha, até que os suíços tiveram uma boa participação sendo eliminados nas Oitavas-de-final sem tomar um gol sequer. Na fase de grupos foram 3 jogos com duas vitórias ( 2x0 sobre Togo e Coreia do Sul) e um empate contra a França ( 0x0 ). Nas oitavas a Suíça enfrentou a seleção da Ucrânia o jogo terminou sem alteração no placar e foi decidido nos pênaltis com vitória dos ucranianos e o adeus dos suíços com a defesa invicta.

A campanha da Suíça para 2010 foi mais tranqüila do que para a Copa da Alemanha, porque dessa vez nem foi necessário disputar a repescagem. Para 2006 os suíços só se classificaram ao perder para a Turquia por 4 a 2 fora de casa, depois de ter vencido em casa por 2 a 0, classificou com o gol qualificado. Para 2010 em um grupo relativamente fácil duelou com a Grécia e levou a melhor por um ponto de vantagem. Foram 21 pontos, em 6 vitórias e 3 empates e ainda uma derrota. 18 gols pró e 8 contra, o que lhe rendeu o primeiro lugar do grupo e a vaga direta para a África do Sul.

A equipe treinada pelo alemão Ottmar Hitzfeld é um time bom, não é nada de espetacular, mas é um time que marca muito e que também corre demais aliados à força física.

O time base é formado pelo goleiro Diego Benaglio do Wolfsburg (ALE), uma linha de quatro defensores com Lichtsteiner da Lazio (ITA), Philippe Senderos zagueiro do Arsenal (ING), Christoph Spycher do Eintracht Frankfurt (ALE) e Steve Von Bergen que atua no Herta Berlim (ALE).

No meio campo outra linha de 4 jogadores, o bom Tranquillo Barnetta jogador do Bayer Leverkusen (ALE), Gökhan Inler da Udinese (ITA), o experiente Benjamin Huggel do Basel (SUI) e o sempre perigoso Hakan Yakin . Para o ataque a dupla preferida do treinador é Blaise N´Kufo do Twente (HOL) e Alexander Frei (foto) do Basel (SUI), mas com a sombra de Eren Derdiyok do Bayer Leverkusen (ALE) e Johan Vonlanthen do Zurich (SUI).




Palpite: Dependendo do sorteio dos grupos o bom time suíço terá chances de avançar às Oitavas-de-finais.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Eslováquia



A Eslováquia vai realizar seu debute em Copas do Mundo como um país independente. Desde 1993 quando teve sua separação da antiga Tchecoslováquia, os eslovacos não conseguiram se classificar nas 4 eliminatórias que disputaram. Como Tchecoslováquia, foram 8 Mundiais disputados e os resultados mais expressivos foram os dois vice-campeonatos em 1934 e em 1962 o último perderam para o Brasil de Garrincha.

Para 2010, a Eslováquia conseguiu se classificar de forma direta sendo campeã do grupo 3 das Eliminatórias da UEFA. O grupo contava ainda com a Eslovênia (classificada para a repescagem contra a Rússia), a rival Rep.Tcheca, Irlanda do Norte, Polônia e ainda San Marino. Na campanha os eslovacos somaram 22 pontos com 7 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, 22 gols anotados e 10 sofridos (o detalhe é que a Eslováquia foi a única seleção que conseguiu tomar um gol de San Marino).

A equipe é treinada por Vladimir Weiss (45 anos), tem alguns bons nomes em seu elenco. No gol o destaque é Jan Mucha do Legia Warsawa (POL), na defesa a estrela é Martin Skrtel jogador do Liverpool (ING), e ainda conta com Peter Pekarik do Wolfsburg (ALE) e Ján Durica do Panathinaikos (GRE). No meio-campo o destaque é o meia Marek Hamšík jogador do Napoli (ITA), e o “superkid” Vladimir Weiss, filho homônimo do treinador da seleção, o jogador que jogará a Copa com 20 anos joga no Manchester City (ING). No ataque os destaques são Martin Jakubko do FK Moscou (RUS) e Robert Vittek do Lille (FRA).


Palpite: A Eslováquia não deve passar às Oitavas, mas pode conseguir uma vitória em seu primeiro Mundial como país independente.

sábado, 7 de novembro de 2009

África do Sul


Sai Parreira, entra Joel. Sai Joel, entra Parreira. O país anfitrião da Copa do Mundo vive uma situação conturbada no que diz respeito à sua seleção de futebol. E se a África do Sul não melhorar seu futebol, contar com a sorte e com a inspiração de seus jogadores embalados pela torcida local, os Bafana-Bafana (como são conhecidos os atletas do país) podem protagozinar um fracasso inédito da história das copas: nunca a seleção sede do mundial foi eliminada na primeira fase.

Mas dessa vez, zebra vai ser ver a África do Sul nas oitavas-de-final em 2010. Até mesmo porque o país terá que ter muita sorte e cair em uma chave fraca, como ocorreu na Copa das Confederações desse ano. Além da campeã europeia, Espanha, que se classificou sem dificuldades, os sul-africanos tiveram que medir forças com o Iraque, que nem vai à Copa, e com a Nova Zelândia, que ainda pode se classificar. Só por isso a equipe se classificou para a segunda fase, quando foi derrotada pelo Brasil por 1 a 0.

A África do Sul surgiu como país emergente no futebol no final da década de 90. O país conseguiu participar de um mundial pela primeira vez em 1998, na França. Integrante do Grupo C, os africanos ficaram em uma chave com a anfitriã França, além de Dinamarca e Arábia Saudita, sendo eliminados na primeira fase com 2 pontos. Já em 2002, o time que tinha como capitão o zagueiro Lucas Radebe, que fez sua carreira no futebol inglês, foi eliminado na primeira fase de forma incrível. O Grupo B tinha a Espanha, que se classificou vencendo os três jogos da primeira fase, além de Paraguai e Eslovênia.

África do Sul e Paraguai terminaram empatados com 4 pontos e nenhum gol de saldo. Os paraguaios se classificaram por terem marcado um gol a mais do que o país africano. Depois dessa eliminação frustrante, o futebol da África do Sul caiu muito de produção. Além de não ter participado da Copa de 2006, o time não se classificou para última Copa Africana de Nações, que reúne as 16 melhores seleções do continente.

Recentemente, o técnico brasileiro Joel Santana foi demitido por causa dos maus resultados. Carlos Alberto Parreira, treinador que comandava a África do Sul antes de Joel e deixou o cargo por problemas particulares, assumiu novamente o comando da seleção anfitriã da Copa de 2010. Parreira, que não faz um grande trabalho desde 2002 quando era técnico do Corinthians, não parece ter cancha para renovar o ânimo da desconfiada seleção da África do Sul. O destaque do time é Bernard Parker, do FC Twente, da Holanda. Parker (foto) fez uma boa Copa das Confederações esse ano e se destacou mais pela força de vontade do que pela técnica.


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Costa do Marfim




A boa seleção marfinense chega à sua segunda Copa do Mundo. Em sua segunda participação consecutiva a seleção do excelente Didier Drogba tenta fazer mais bonito do que em seu debute na Alemanha. Apesar de ter sido eliminada na primeira fase da competição, os marfinenses mostraram um futebol bastante ofensivo e bonito de se ver, o problema maior foi ter caído em um grupo tão complicado com Argentina, Holanda e Sérvia e Montenegro.

Já nas Eliminatórias para a África do Sul 2010, a Costa do Marfim já não teve maiores problemas para se classificar e defender o posto de uma das forças africanas no cenário mundial. Se classificou com relativa tranqüilidade, dois jogos de antecedência. A campanha ainda em andamento conta com 13 pontos ganhos, 4 vitórias, 1 empate e nenhuma derrota no Grupo E ( Costa do Marfim, Malaui, Burkina Fasso, Guiné), 16 gols marcados e apenas 4 sofridos. A seleção de Drogba e companhia encerra sua participação nas Eliminatórias em 14 de novembro jogando em casa contra a seleção de Guiné.

A equipe treinada pelo bósnio Vahid Halilhodzic conta com uma legião de jogadores que atuam no futebol europeus, alguns deles em grandes equipes do futebol mundial. No gol, Boubacar Barry é nome certo. Na defesa os principais jogadores são: Kolo Touré do Manchester City (ING), Emmanuel Eboué do Arsenal(ING) e Arthur Boka do Stuttgart (ALE). No meio campo: Yaya Touré do Barcelona (ESP), Zokora do Sevilla (ESP) e Guy Demel do Hamburgo (ALE).

O ataque é um setor especial, melhor arma dos marfinenses conta com vários bons jogadores, a principal estrela sem dúvida nenhuma e talvez o maior jogador da história de Costa do Marfim é o jogador do Chelsea (ING) Didier Drogba (foto), foi ele o maior destaque na campanha dos “ Elefantes” nas Eliminatórias. Lá no ataque para fazer companhia o treinador Halilhodzic terá a missão de escolher os companheiros de Drogba, as opções são: Sanogo do Sain-Ettiene (FRA), Bakary Koné do Olimpique de Marselha (FRA), Salomon Kalou do Chelsea (ING), Kandia Traore do Caen (FRA) e Kaider Keita do Galatasaray (TUR).



Palpite: Caso a seleção caia num grupo menos difícil do que o de 2006, os “Elefantes” tem chances reais de conseguir uma classificação histórica às oitavas.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Gana

A seleção de Gana chegou para ficar. Pelo menos foi essa a impressão que mostrou depois da Copa de Alemanha, em 2006. País de destaque nas categorias de base, medalha de bronze nas Olimpíadas de 1992, detentora de títulos mundiais nas categorias sub-20 e sub-17, a seleção ganesa nunca conseguiu se firmar entre as melhores seleções do planeta e nem mesmo da África, embora tenha conquistado a Copa Africana de Nações quatro vezes. O problema do país sempre foram as Eliminatórias, algo semelhante ao que acontece atualmente com o Egito, maior campeão continental e que não consegue disputar uma Copa.

Porém, em 2006 Gana disputou o seu primeiro mundial e não fez feio. O destino a colocou em um grupo dificílimo, que tinha além da Itália, a seleção da República Tcheca, semifinalista na Eurocopa de 2004, e os Estados Unidos, que na Copa do Mundo da Coreia e do Japão ficou entre as oito melhores seleções. A má sorte no sorteio dos grupos também esteve ao lado da outra boa equipe africana, Costa do Marfim. A diferença é que Gana, ao contrário de seu rival doméstico, conseguiu se classificar para a segunda fase e foi a única representante da África nas oitavas-de-final. A história nós já conhecemos, o país foi eliminado pelo Brasil com gols de Ronaldo, Adriano e Zé Roberto.

No ano passado Gana sediou a Copa Africana de Nações e foi eliminada nas semifinais por Camarões. A campanha nas Eliminatórias para a Copa do Mundo foi tranquila. A equipe está classificada com uma rodada de antecedência. Em cinco jogos na última fase, os ganeses venceram quatro e estão 4 pontos à frente da segunda colocada, Mali, que não tem mais chances de ir ao mundial. O atacante Asamoah Gyan é um dos principais jogadores do país. Atualmente ele joga no Rennes, da França, mas atuou a maior parte da carreira no futebol italiano. Asamoah Gyan e seus companheiros podem ter a companhia da nova geração. Recentemente o país conquistou o Campeonato Mundial Sub-20 vencendo o Brasil nos pênaltis.

Mesmo que caia em um grupo forte no ano que vem, é difícil imaginar que Gana não chegue às oitavas-de-final. O objetivo em 2010 deve ser melhorar o desempenho obtido na Copa da Alemanha e ficar pelo menos entre os oito melhores, assim como o surpreendente Senegal fez em 2002. Mas é preciso ter cuidados com a defesa e com a tática. Como a maioria dos países da África negra, Gana tem um time rápido, habilidoso e envolvente. Porém, a defesa é o ponto fraco e a desordem tática aliada ao desespero de estar eventualmente atrás do placar em uma partida pode custar caro para esta seleção. Voltar para a casa mais cedo seria muito frustrante, mas pelo menos a viagem de volta não é das mais longas.


Seleção campeã sub-20

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Chile


A seleção chilena vai para o seu oitavo Mundial, sendo que o último deles foi a Copa do Mundo da França em 1998, onde o país foi eliminado pelo Brasil nas oitavas-de-final pelo placar de 4 a 1. Desde então o Chile colecionava campanhas decepcionantes nas Eliminatórias Sulamericanas. Até a ótima campanha feita para a África do Sul.

Nessa edição das Eliminatórias o Chile ficou com a segunda posição somente atrás do Brasil, sendo assim desbancando Argentina e Paraguai. O selecionado comandado pelo El Loco Marcelo Bielsa, somou 33 pontos mesma quantia do Paraguai e um a menos que a seleção canarinho. Foram 10 vitórias, 3 empates e 5 derrotas. O ataque do artilheiro Suazo (10 gols) conseguiu ir às redes 32 vezes, segundo melhor ataque da competição. A defesa (ponto fraco da equipe) sofreu 22 gols, pior defesa entre as 5 primeiras seleções.

O time formado por Bielsa é um time extremamente rápido e habilidoso no ataque, este é o ponto forte do Chile. O habilidosíssimo Aléxis Sanches que cai pelos lados do campo principalmente pela direita, ou até mesmo Fábian Orellana também bom atacante, ambos tem a missão de servir o matador chileno Humberto Suazo que desbancou o fabuloso Luís Fabiano, ao marcar 10 tentos na competição um a mais que o brasileiro.

O meio campo tem bons jogadores, também habilidosos porém com a marcação muito frouxa. Jogadores como Matías Fernández, e Jorge Valdivia (foto) dão habilidade e classe para a meia cancha chilena.


A defesa essa sim é o ponto fraco tomou 22 gols, 3 deles marcados pelo Brasil em jogo no território chileno. O principal defensor chileno e de melhor condição técnica é Gonzalo Jará. No gol está o mediano Cláudio Bravo.

O problema maior do Chile é que em um torneio de tiro curto como é a Copa do Mundo as loucuras ofensivas e por vezes suicidas de Bielsa podem custar caro. Resta saber como vai ser a postura chilena na terra zulu.

Palpite: Se o Chile for uma equipe mais equilibrada e seus bons atacantes se sobressaírem, os chilenos podem passar às oitavas.