sábado, 13 de março de 2010

Foi dada a largada

A Fórmula Um, definitivamente, está de volta. No Bahrein, hoje, foi realizado o primeiro treino classificatório. Sebastian Vettel faturou a pole-position. Felipe Massa foi o segundo, Alonso o terceiro seguido de Hamilton, Nico Rosberg, Mark Webber, Michael Schumacher, Jenson Button, Robert Kubica e Adrian Sutil.
A Red Bull mostrou que, se Vettel foi vice-campeão no ano passado, esse ano quer o título. O alemão bateu as Ferraris, que vinham bem. Prova disso, foi o semblante de decepção de Felipe Massa ao sair do carro com a segunda colocação. Falando no brasileiro, apesar de não ter conquistado a pole, cravou uma posição a frente de Alonso. Era essencial começar o ano dessa forma, pra mostrar pra equipe, que é tão competitivo ou mais que o espanhol.
Em relação à McLaren, Hamilton foi quase meio segundo mais rápido que Button. Essa deve ser a tônica da temporada. A equipe deve evoluir com o andamento do campeonato. Levar um segundo das Ferraris e das Red Bulls não deve se tornar fato corriqueiro.
Na Mercedes, o pega vai ser bom. Nico Rosberg não deu mole para seu compatriota heptacampeão do mundo e mostrou que não vai ser presa fácil. Schumacher conseguiu apenas a sétima posição. Normal para um piloto que está sem correr desde 2006. Mas até voltar a disputar a pole, é apenas questão de tempo.
Rubens Barrichello foi mais rápido que seu companheiro, Nico Hulkenberg. 11º lugar do brasileiro e 13º do estreante. A Renault veio melhor do que o esperado. Kubica conseguiu a nona posição, Vitaly Petrov foi 17º. Engraçado é ver o patrocínio da Lada, em uma outra montadora.
As equipes novatas, Lotus, Virgin e Hispania, garantiram 6 dos 7 eliminados no Q1. Mais do que o esperado. Aliás, isso não deve mudar com o decorrer do ano. Jaime Alguersuari fez compania pro pessoal do fundão e também não deu continuidade ao treino. Bruno Senna e Lucas Di Grassi já terão feito ótima corrida, caso consigam concluir a prova do Bahrein.
A corrida é amanhã, às 9 da manhã. Lembrando que não há mais reabastecimento, temos que ficar de olho nos pneus e na velocidade das trocas dos mecânicos. Que seja dada a largada!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Brasileirão Pontos Corridos - Ranking por Aproveitamento

O ranking leva em consideração as campanhas dos clubes em Campeonatos Brasileiros por pontos corridos, ou seja, de 2003 a 2009. O critério utilizado pelo blog, foi o aproveitamento dos clubes nos jogos realizados pelos mesmos, não importando a quantidade de jogos. O critério de desempate para os times que apresentam o mesmo aproveitamento é o número de vitórias, seguido do número de jogos.

Ranking por Aproveitamento nos Pontos Corridos (2003 - 2009)



Lembrando que o que leva em conta é a classificação final dos Campeonatos, não sendo contabilizados pontos perdidos no STJD.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Brasileirão por pontos corridos - Um balanço

O Campeonato Brasileiro 2009 foi talvez um dos mais equilibrados dos últimos tempos tendo seis equipes com chances de título durante a reta final do campeonato. A disputa acirrada serviu para levantar a velha questão sobre o formato do nosso principal certame. O que é mais certo, é que os mais saudosistas tiveram que dar o braço a torcer pelo menos um pouco e dar crédito ao formato dos pontos corridos.

O que parece mesmo é que o formato está consolidado depois de sua 7ª edição, e tem tudo para ser melhor ainda esse ano de 2010.

O formato com pontos corridos foi inaugurado no ano de 2003 e contava com 24 clubes, em 2004 foi mantida essa quantidade de equipes, 2005 contou com 22 clubes e desde 2006 conta com 20 clubes sendo que a cada temporada quatro equipes rebaixam e outras quatro sobem para a Série A.

Campeões tivemos 5. Sendo que o São Paulo conquistou um tricampeonato (2006/2007/2008), o Cruzeiro (2003), o Santos (2004), o Corinthians (2005) e por último o Flamengo no ano de 2009.

Até hoje 36 clubes brasileiros passaram pela Série A do Campeonato Brasileiro por pontos corridos, sendo que o estado de São Paulo tem o domínio no que diz respeito à quantidade de representantes. As 36 agremiações são as seguintes:

São Paulo: São Paulo, Palmeiras, Santos, Corinthians, Portuguesa, Ponte Preta, Guarani, São Caetano, Santo André e Grêmio Barueri.

Rio de Janeiro: Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama e Botafogo.

Minas Gerais: Cruzeiro, Atlético-MG e Ipatinga.

Rio Grande do Sul: Internacional, Grêmio e Juventude.

Paraná: Atlético-PR, Coritiba e Paraná Clube.

Santa Catarina: Figueirense, Criciúma e Avaí.

Pernambuco: Sport, Náutico e Santa Cruz.

Bahia: Vitória e Bahia

Goiás: Goiás.

Ceará: Fortaleza.

Pará: Paysandu.

Rio Grande do Norte: América-RN

Distrito Federal: Brasiliense.

Portanto foram 36 equipes dentro de 13 estados. No ano de 2010 duas novas equipes debutarão na Série A da era dos pontos corridos, Atlético-Go e Ceará elevando para o número de 38 equipes mas mantendo o número de 13 federações que já participaram.

O blog Doutores da Bola, vai passar algumas estatísticas dos pontos corridos nas próximas postagens, organizando rankings por aproveitamento, média de gols nos ataques e nas defesas entre outras informações fazendo um balanço desses 7 campeonatos até agora.

sábado, 2 de janeiro de 2010

2010 !!!



O ano de 2010 será repleto para os amantes do esporte. Motivo maior sem dúvida alguma é a Copa do Mundo que acontece entre os meses de junho e julho. Nada melhor para quem gosta de futebol. E este blog com sua turma de blogueiros estará atento ao que rolar na África do Sul e também promete especiais antes da Copa para aproximar o leitor do que vai rolar nos campos sul-africanos.

O blog também acompanhará tudo quanto for possível, com informações, análises e tudo mais sobre o esporte em 2010. Atrações como os campeonatos estaduais, sobretudo o Goianão, Copa do Brasil, Copa Libertadores, Sulamericana e Campeonato Brasileiro.

E ainda para os amantes da velocidade acompanharemos a Fórmula 1, que tem tudo para ser emocionante nessa temporada com o brilho da volta do Schumacher e do próprio Felipe Massa além do debute dos também brazucas Bruno Senna e Lucas Di Grassi.

De qualquer maneira que esse Ano seja ótimo para todos nós, e que o esporte esteja mais uma vez em nível superior.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Que venham mais mudanças

A pós-temporada da Fórmula Um vem se mostrando mais movimentada do que o esperado. Tudo isso porque, as novidades não ficaram restritas às contratação e ao troca-troca de pilotos.
Após muitos dias de especulações, essa semana, o circo pegou fogo e anunciou mudança no sistema de pontuação, alteração do calendário e mais um brasileiro para o grid de 2010.
O novo formato dos pontos não deve trazer grandes diferenças. O primeiro colocado vai faturar 25 pontos, e os próximos nove pilotos levarão 20-15-10-8-6-5-3-2-1. Em termos de estatísticas, dá no mesmo, uma vez que, o segundo colocado vai continuar levando 80% dos pontos do primeiro e o terceiro, 60%.
A FIA quer agradar as equipes novatas, que agora são muitas. Por isso, decidiu que dez pilotos vão pontuar a cada corrida. Não é nenhum absurdo, se pensarmos que, esse ano, a categoria tinha 20 pilotos e oito pontuavam, ou seja, 40% marcavam pontos. Para 2010, dos 26 pilotos, 10 pontuarão, ou seja, aproximadamente 38%.
Se a FIA está interessada em aumentar o interesse por ultrapassagens, como diz que está, errou feio. O segundo colocado vai ficar receoso de tentar o primeiro lugar da mesma forma que acontece desde a última mudança na pontuação. Mas dos males o menor, a comissão da Federação conseguiu tirar da cabeça de Bernie Ecclestone que as medalhas são inviáveis.
Em relação à mudança da data do Grande Prêmio do Brasil, pelo segundo ano consecutivo, a etapa brasileira vai ser a penúltima, no dia 7 de novembro. A organização da prova de Interlagos aceitou, Abu Dhabi permanece encerrando o calendário. Além do que, em uma temporada cheia de mudanças, quem garante que o título só vai ser definido na última prova?


Por fim, a notícia que estampou todos os sites e jornais: Lucas Di Grassi assinou contrato com a Manor. O brasileiro fez o certo e deixou a Renault de lado. Lucas já estava esperando uma resposta da equipe francesa, mas com o chove-não-molha do time, preferiu a equipe novata. E ele está certo. A Renault vai vender 75% de suas ações e pode virar Prodrive. Se a equipe já não estava bem sob o comando de Briatore e com Alonso fazendo milagre com os carros, o próximo ano pode reafirmar que a má fase do time não é passageira.
Di Grassi vai ser o quarto brasileiro da temporada de 2010. A última vez que vimos quatro brasileiros na abertura da temporada foi em 2001, com Rubens Barrichello, Enrique Bernoldi, Luciano Burti e Tarso Marques. Lucas vai ser companheiro de Timo Glock, o que é bom, pois o alemão não é dos mais experientes e pode ser mais facilmente batido pelo brasileiro.
Quem pensava que Bruno Senna que iria pagar para correr se enganou: Di Grassi vai levar muito dinheiro para a Manor. O brasileiro vai ser patrocinado pela Unilever (que aliás, já estava o patrocinando desde o Desafio das Estrelas e das 500 Milhas da Granja Viana). Lucas vai estrear na categoria após dois anos batendo na trave e voltando para a GP2. Sorte ao brasileiro e à Manor.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Que venha a Copa!


Foi ótimo o sorteio dos grupos para a Copa do Mundo de 2010. Claro que sempre há chaves mais fortes e mais fracas, mas desta vez a distribuição foi bem legal. Vários grupos têm três times com chances de classificação e algumas chaves, como falaremos adiante, têm todas as seleções com chances reais de classificação.


Grupo A: África do Sul, México, Uruguai e França

A sorte fez justiça e é como se a França fosse realmente cabeça de chave. Azar dos donos da casa que devem ser o primeiro país anfitrião eliminado na primeira fase de uma Copa do Mundo.

Palpite: França e Uruguai se classificam.


Grupo B: Argentina, Nigéria, Coreia do Sul e Grécia

Nada mal para a Argentina, que caiu no grupo da morte nos últimos dois mundiais. Mesmo enfrentando bons adversários, deve se classificar sem problemas. As outras três seleções se equivalem.

Palpite: Argentina e Grécia se classificam.


Grupo C: Inglaterra, Estados Unidos, Argélia e Eslovênia

Os ingleses deram sorte, a chave é relativamente tranquila. O fato dos Estados Unidos enfrentarem os ingleses logo de cara, pode gerar uma pressão nos americanos para as partidas seguintes.

Palpite: Inglaterra e Argélia se classificam.


Grupo D: Alemanha, Austrália, Sérvia e Gana

Considero a chave mais difícil. Mesmo que seja inimaginável pensar em uma Alemanha eliminada na primeira fase, os kaisers terão que jogar muito. Tanto Austrália quanto Sérvia e Gana passearam nas Eliminatórias.

Palpite: Alemanha e Gana se classificam.


Grupo E: Holanda, Dinamarca, Japão e Camarões

Mais um grupo complicado. A seleção japonesa deve ser coadjuvante. Camarões e Dinamarca se enfrentam na segunda rodada em partida que deve definir o segundo classificado.

Palpite: Holanda e Camarões se classificam.


Grupo F: Itália, Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia

Ficou bom para os atuais campeões do mundo, mas a estreia contra os paraguaios é difícil. O Paraguai define sua vida nos dois primeiros jogos. Se fizer pelo menos três pontos nas duas primeiras rodadas deve se classificar, pois o último jogo é contra a Nova Zelândia.

Palpite: Itália e Paraguai se classificam.


Grupo G: Brasil, Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal

O bom para o time de Dunga é a estreia fácil, o que deve dar tranquilidade. Mas é bom aproveitar a fragilidade dos norte-coreanos, porque o saldo de gols pode ser decisivo. Costa do Marfim e Portugal fazem uma "final" para ambos logo na estreia.

Palpite: Brasil e Costa do Marfim se classificam.


Grupo H: Espanha, Suíça, Honduras e Chile

Grupo relativamente fácil para os espanhóis. O Chile pode se aproveitar do fato de estrear contra Honduras. Desse grupo sai o adversário do Brasil (caso a seleção se classifique, é claro) nas oitavas-de-final. Já imaginou Brasil x Espanha nas oitavas? Pode acontecer.

Palpite: Espanha e Chile se classificam.

Argentina

Já são 16 anos sem conquistar um título entre os profissionais. Nem o mais pessimista torcedor argentino poderia imaginar que algum dia sua seleção nacional chegaria a tal ponto (o último título dos hermanos foi na Copa América de 1993). Os títulos olímpicos conquistados em 2004 e 2008 serviram até certo ponto para amenizar a situação argentina, mas um novo fracasso em Copa do Mundo não será digerido por sua nação.

A última vez em que a Argentina passou da fase de quartas-de-final foi em 1990, quando perdeu na final para a Alemanha. Depois disso, o país revelou vários jogadores de talento, que figuraram (alguns ainda figuram) entre os melhores do mundo. Exemplos não faltam como Batistuta, Verón, Ortega, Sorín, Mascherano, Messi. Mas falta equilíbrio para a Argentina nas grandes competições. Muitas vezes a falta de equilíbrio é representada pela incapacidade dos técnicos que dirigem a seleção.

Em meio ao clima de angústia, rancor, ódio, entre outros sentimentos que envolvem a seleção do país nos últimos anos, o presidente da Associação de Futebol Argentino, Julio Grondona, não esqueceu a recusa de Carlos Bianchi para treinar a seleção em 1998. Bianchi era quase unanimidade entre os argentinos para substituir Alfio Basile. O único que poderia ofuscar a ideia de Bianchi comandar os hermanos era Maradona. O problema é que o jogador Deus na Argentina se mostrou um simples mortal como treinador.

Maradona convocou 72 jogadores para apenas 13 partidas. Ele nunca repetiu uma vez sequer a escalação do time. Em meio a trapalhadas e confusões táticas, a Argentina sofreu a humilhante derrota de 6 a 1 para a Bolívia nas Eliminatórias (a pior derrota da história do país) e ainda tomou um passeio do Brasil na partida disputada em Rosário. Para se classificar na quarta colocação com 28 pontos, a Argentina precisou vencer o Uruguai, na última rodada das Eliminatórias, em Montevidéu. Logo durante a comemoração no gramado pela classificação, Maradona e sua comissão técnica (que também é formada pelo ex-jogador e ex-técnico Carlos Bilardo) dispararam contra os jornalistas.

De fato, parte da imprensa argentina bombardeou o agora treinador inclusive no aspecto pessoal. Mas Maradona e os torcedores sabem que a seleção terá que melhorar muito para obter sucesso na África do Sul. O ponto fraco do time é visível na própria escalação. Uma equipe que é formada por Romero; Angeleri, Demichelis, Heinze e Papa na defesa não passa confiança. No meio campo, Mascherano fica sobrecarregado e muitas vezes perde a cabeça. Verón, Gutierrez e principalmente Di Maria não têm poder de marcação. No caso de Verón até sim, mas cobrar do veterano uma postura mais defensiva seria desperdício.

No ataque, o mundo cai nas costas de Messi (à esquerda), cobrado na Argentina por não desempenha o mesmo futebol que joga no Barcelona. O parceiro de Messi no ataque segue indefinido. No jogo da classificação contra o Uruguai, Maradona optou por Higuaín. Seja lá quem for o outro atacante, é difícil imaginar uma boa campanha dos hermanos em 2010 que não passe pela individualidade de Messi. Sabe-se que os atletas argentinos jogam por Maradona. Essa pode ser a chave do sucesso do país na Copa.

Mas se a devoção não ultrapassar os limites da competência, a Argentina não passa das semifinais. Mas se pelo menos ficar entre as quatro melhores seleções do mundo depois de 20 anos, os hermanos terão tranquilidade para trabalhar com o objetivo de estragar a festa do Brasil em 2014.



Depois de vencer o Peru no sufoco jogando em casa, Maradona não se conteve.