quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A vingança vale a pena?

Foi liberado, hoje, pela imprensa, o depoimento que Nelsinho Piquet fez à FIA. O brasileiro confessa, por escrito, que seu acidente, em Cingapura, foi premeditado. Piquet se justificou alegando que estava emocionalmente fragilizado e que esperava melhorar sua imagem, diante à equipe, para que assinasse um contrato para a temporada de 2009.
O brasileiro isentou seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, de qualquer culpa. Disse que o espanhol nunca ficou sabendo de nada. Além de Nelsinho, apenas Flavio Briatore e Pat Symonds, diretor técnico da Renault, sabiam da armação. Briatore teria, inclusive, mostrado ao brasileiro qual curva exigiria a entrada do Safety Car.
A escolha do chefe da Renault foi feita a dedo, uma vez que, a curva da Marina Bay é a única que não tem guindastes para retirada dos carros. Dessa forma, o carro de segurança demoraria mais para sair da pista, beneficiando Fernando Alonso.
Mas a questão principal não é se Nelsinho tem caráter ou não. O principal ponto a ser discutido é se uma simples vingança vale uma carreira. Já foi divulgado que Piquet está nos Estados Unidos, há uma semana, negociando com equipes da Fórmula Indy. Depois dessa auto-delação, o brasileiro, muito dificilmente, vai conseguir um cockpit pra pilotar, seja qual categoria for.
Dessa forma, queimar um sobrenome tricampeão da Fórmula Um vale a pena só pra ver Briatore banido do automobilismo? Ou ainda não sabemos tudo sobre essa história hedionda?


Só nos resta ouvir Briatore e Symonds. Mas, depois de tudo isso, alguém ainda acredita neles?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Atlético precisa parar de "chororô"

Após o jogo de sábado entre Atlético e Vasco, que por sinal foi um grande jogo, a torcida, a diretoria e alguns jogadores do Atlético ficaram numa choradeira incrível com a arbitragem do Evandro Rogério Roman. De fato, o árbitro paranaense está longe de ser uma referência. Inclusive já prejudicou alguns times goianos, como o Goiás contra o Internacional ano passado no Beira-Rio. Mas, no jogo de sábado os erros do Evandro foram bem menores do que o propagado pelos atleticanos.

Primeiro. O pênalti de fato não existiu. É a diferença de "mão na bola" e "bola na mão". No lance do Antônio Carlos a bola bateu na mão do jogador do Atlético. Foi um erro grave pelo momento em que se encontrava a partida. Mas, isto não justifica o teor das entrevistas dos jogadores do Atlético no intervalo. Fiquei preocupado quando na transmissão do jogo pela Rádio Universitária ouvi todas aquelas reclamações.

E no segundo tempo o time do Atlético voltou preocupado apenas com a arbitragem e esqueceu de jogar futebol. Do capitão do time a gente espera a referência até mesmo na questão psicológica em momentos difíceis. Entretanto, a entrada do Jairo aos dois minutos do segundo tempo foi de um jogador que parecia não estar no nível de concentração adequado.

Depois tudo virou motivo para os atleticanos fazerem falta e por conseqüência receberem os cartões amarelos. Como alguém vai dizer que a falta do Agenor não era para cartão amarelo? E como falar que o Antônio Carlos não fez pênalti em Carlos Alberto?

E ainda ouve erros a favor do Atlético. A falta do Marcão em cima do lateral Paulo Sérgio do Vasco foi dentro da grande área e o árbitro marcou fora. O pênalti que o Márcio pegou foi irregular já que o goleiro adiantou de forma clara. E o abuso final do Evandro Rogério Roman em dar apenas dois minutos de acréscimo.

E após o jogo membros da diretoria do Atlético mostraram-se completamente fora de si. Alguns chegaram a querer agredir o presidente Roberto Dinamite do Vasco da Gama.

O Atlético precisa entender que erros acontecem a favor e contra ele também. Vamos parar com o discurso de que "estão sempre contra o futebol goiano".

Sem mudar este pensamento, o Dragão ainda vai perder muitos pontos nesta Série B por falta de controle emocional.

sábado, 5 de setembro de 2009

Passeio em Rosário

Foi mais fácil do que se imaginava. Mas também não era pra menos. Com uma defesa formada por Zanetti, Sebá, Otamendi e Heinze, a Argentina não poderia vencer o Brasil. 3 a 1. É a pior seleção argentina que já vi jogar. O time de Dunga nem precisou ser brilhante. O meio campo e o ataque foram tão discretos quanto eficientes e apareceram nas cobranças de falta e no contra-ataque, as duas marcas mais fortes da era Dunga. Aliás, ponto novamente para o treinador brasileiro, que bancou a entrada de Luisão na zaga ao lado e Lúcio. Essa opção não me agradou durante a semana, mas o fato é que o camisa 4 da seleção foi um gigante em campo. E marcou o seu gol, assim como na final da Copa América, em 2004, quando o Brasil venceu nos pênaltis depois de Adriano ter empatado aos 47 do segundo tempo.

Na lateral-esquerda, André Santos foi bem e fez o que Dunga sempre pede de seus laterais: primeiro marcar e se possível, atacar. Nada fácil para quem tinha um esquema especial de jogo no Corinthians (onde atacava muito) e que é um meia no futebol turco. A defesa brasileira se saiu muito bem, para o desespero de Messi, Tévez e companhia, que foram ineficientes. O Brasil está classificado para a Copa do Mundo de 2010 e até por isso as suspensões foram boas. Com jogadores como Lúcio, Kaká e Luís Fabiano fora do próximo jogo, Dunga vai ter uma ótima oportunidade de testar o seu grupo de jogadores. O Chile, adversário de quarta-feira, é um bom time. Vale lembrar que o técnico da seleção brasileira, sempre preocupado com os resultados seja em Eliminatórias ou jogos amistosos, não fez muitos testes depois que achou o seu time-base.

Quanto à Argentina, a situação é preocupante. Os hermanos estão na quarta colocação com 22 pontos e podem cair para a quinta ou até mesmo para a sexta posição já na próxima rodada. O adversário dos argentinos vai ser o Paraguai, em Assunção. Os paraguaios precisam de mais uma vitória para garantir vaga no mundial da África do Sul. Não acredito que a Argentina fique fora da próxima Copa do Mundo, mas a situação é preocupante. Só não dá pra chamar de "time comum" por causa de Lionel Messi. É pouco para a história dessa camisa.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Goiânia mais uma vez perde um grande evento da CBF

Mais uma vez Goiânia fica fora das indicações da CBF para receber grandes eventos. Já tinha sido assim na escolha das 12 cidades sedes da Copa do Mundo no final de maio. Agora a CBF anuncia que o jogo entre Brasil e Venezuela, o último da seleção nas eliminatórias, será na cidade de Campo Grande.

Há alguns jornalistas pelo Brasil que falam abertamente que o estado de Goiás vem sendo a sensação nos últimos meses como desempenho no futebol brasileiro. Sobre a campanha do Goiás não é tão surpresa assim. Um time como uma grande estrutura que disputa a primeira divisão sem cair a muitos anos e vem fazendo boas campanhas.

O Atlético sim é a surpresa. Em poucos anos se reestruturou e está hoje há poucas vitórias de voltar a Série A do futebol brasileiro.

E tendo uma posição geográfica favorável e um bom estádio (em comparação a outros pelo Brasil) que nós temos só me vem a cabeça a hipótese de que o nosso estado não tem força política. Pode até ser, mas os critérios usados pela CBF para qualquer escolha são realmente muito estranhos.

A perda do jogo das eliminatórias não é considerável. Mas, não estar entre as doze cidades sedes da Copa do Mundo será uma grande perda para o nosso estado.

Não acho que o certo seja criticar a Federação Goiana de Futebol. Entretanto nós devemos cobrar dos nossos políticos as promessas feitas há alguns meses. De que mesmo sem a Copa do Mundo em Goiás, o Serra Dourada seria reformado e que o Centro da Excelência seria finalizado.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O amadorismo que ainda reina no futebol


“Esse time não merece a torcida que tem”, “Como este jogador pode atuar no meu time?”. Você já está cansado de ouvir essas frases, mas sempre elas estão presentes no cotidiano de quem acompanha futebol.
Alguns grandes exemplos de como o futebol brasileiro é amador são Fluminense e Vila Nova. Quer exemplos?

- 67 jogadores já passaram pela equipe profissional do Vila Nova no ano de 2009 (O ano ainda não acabou, até o fim da temporada mais jogadores poderão chegar)

- 24 técnicos passaram pelo Fluminense de 2000 para cá.

O Vila Nova possui uma das torcidas mais apaixonadas do futebol brasileiro, mas a direção do clube não acompanha essa paixão e não sabe gerenciar todo esse patrimônio. A cada ano os mesmos erros são cometidos e a perspectiva de mudanças são quase nulas. Uma grande reformulação precisa ser feita, inclusive com a contratação de alguém que tenha conhecimento de futebol e não diretor de futebol que é agente FIFA e tem mais interesse em se beneficiar do que ajudar o clube.

O Fluminense é patrocinado por uma empresa líder de mercado que investe pesado no departamento de futebol do clube, mas que acha que por investir uma quantia alta tem total direito de mandar no clube, tendo até mais poder que o próprio presidente. Alguns jogadores recebem em dia pelo patrocinador, enquanto outros atletas, comissão técnica e funcionários do clube ficam com salários atrasados de dois, três meses.

Estes são alguns poucos exemplos de como o futebol brasileiro é amador. Várias outras equipes poderiam ser citadas, mas aí tomaria todo o espaço do blog.

A dúvida da Ferrari

Felipe Massa fez exames neurológicos, nessa segunda-feira, em Miami. Os resultados, apesar de animadores, mostraram que Felipe precisa de uma cirurgia plástica para implantar uma placa metálica no local da fratura. A visão do olho esquerdo continua melhorando e, após a cirurgia, já deve ser liberado para trabalhos físicos.

No entanto, o brasileiro precisa voltar a sua antiga forma física para poder correr, a princípio, de kart. O que parece só um passatempo pode ser um importante aliado de Felipe. O kart vai ajudar o brasileiro a recobrar seus reflexos necessários para andar a mais de 300 km/h.

A Ferrari declarou, hoje, que Massa deve voltar apenas em 2010. A escuderia italiana deve estar com sérias dúvidas. Antes do acidente de Felipe, todo mundo já dava como certa a saída de Raikkonen, mas agora, a equipe não tem certeza de que Massa possa se recuperar a tempo de correr a próxima temporada. Então, liberar ou não o finlandês?

Se a Ferrari está trocando Kimi por Alonso é porque quer melhorar o nível de seus pilotos. Caso Raikkonen seja demitido e Felipe demore mais do que esperado para voltar, o time de Maranello não vai encontrar a disposição um piloto do nível do finlandês.

Sem contar que a ida de Kimi para o WRC não é totalmente certa, o que abre espaço para que alguma equipe concorrente da Ferrari tenha o finlandês defendendo suas cores, em 2010.

A próxima manobra da Ferrari deve ser o anúncio do substituto de Luca Badoer, que deve ser feito ainda essa semana. O que deveria ser o melhor momento do time italiano no ano, devido à vitória de Kimi na Bélgica, parece mais uma tremenda dor de cabeça.

Vocês ainda acreditam nas palavras daqueles que estão no poder?

Quem foi que disse que a construção de estádios para a Copa do Mundo no Brasil não terá dinheiro público?

Aliás, a pergunta não deve ser esta. Devemos ser mais ousados ao tratar deste assunto. O certo seria... Quem foi que acreditou que o dinheiro público não iria financiar grande parte dos estádios da Copa do Mundo? E quem achou que os prazos estipulados pelo COL seriam cumpridos?

Ás vezes a gente tenta acreditar nestas mirabolantes histórias contadas pelos nossos ministros, secretários, governadores, presidentes...

Em maio, durante a escolha das sedes, os funcionários do COL afirmaram que os prazos de licitação dos estádios com projetos estatais deveriam estar prontos até o dia 31 de setembro. Os três estádios que não têm responsabilidade dos governos estaduais são: o Morumbi, a Arena da Baixada e o Beira-Rio.

Pois bem. Hoje por acaso é dia 1º de setembro e nada dos nove editais de licitação prontos. Há alguns meses o comitê dizia "quem não cumprir os prazos estará fora do Copa do Mundo".

Este discurso com tom de seriedade é deixado de lado. A nova postura é "o COL só cobrará que as obras comecem em fevereiro de 2010, como manda a Fifa". Quem duvidou das promessas iniciais sente-se hoje mais preparado com frases como esta do que aqueles que acreditaram no clamor inicial de uma Copa no Brasil.

Sem querer ser a voz da oposição, mas, sinceramente, duvido que o prazo para início das obras sejam cumpridos em todas as 12 cidades. Assim como os prazos para entrega das obras que é no final de 2012.

Em alguns locais, os editais de licitação ainda não saíram devido à falta de projeto de rentabilidade das arenas após a Copa do Mundo. Como é o caso da Arena do Recife, da Fonte Nova e do Verdão.

A outra promessa, encabeçada pelo Ministro dos Esportes Orlando Silva e pelo presidente da CBF Ricardo Teixera, de que não haveria dinheiro público na construção das arenas, também já foi desmentida há algum tempo. No dia 9 de junho o prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB) afirmou que o estádio Verdão terá "100% dos recursos do governo estadual”.

No Amazonas o governo estadual não encontrou parceiros do setor privado e, portanto,o dinheiro público irá bancar um ano de obras. No Distrito Federal já existem empreiteras pré-qualificadas para a obra que iram usar dinheiro público. O governo do Rio Grande do Norte ainda espera pelas empresas privadas, mas já deu indícios de que pode assumir os custos da obra.

Nesta semana está ocorrendo o encontro entre os governos de Brasil-Alemanha na cidade de Vitória. Na pauta o governo alemão apresenta ao presidente Luis Inácio Lula da Silva algumas empresas germânicas que estão interessadas em ajudar o governo brasileiro na questão de logística para a disputa do torneio.

Fica a expectativa do encontro de Lula com os alemães. E enquanto isso continua a pergunta. Vocês ainda acreditam nas palavras daqueles que estão no poder?